Daniel Valadares diz que não é momento para criação ou desmembramento de secretarias em Afogados da Ingazeira

O vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares, afirmou que, neste momento, é contrário à criação de novas secretarias ou ao desmembramento de pastas existentes na estrutura administrativa do município. A declaração foi dada ao programa Debate das Dez, da Rádio Pajeú.

A manifestação ocorre após a repercussão de uma publicação do blog Corujão do Pepeu sobre a aprovação, na Câmara Municipal, do requerimento apresentado pelo vereador César Tenório, que solicita a realização de um estudo para o desmembramento da Secretaria de Cultura e Esportes. A proposta prevê a transformação da atual estrutura em duas pastas distintas.

Nas últimas semanas, a vereadora Lucineide do Sindicato (PT) também apresentou o Requerimento nº 408/2026, solicitando ao Poder Executivo um estudo técnico, administrativo, jurídico e orçamentário sobre a viabilidade da criação da Secretaria Municipal de Juventude.

Durante a entrevista, Daniel Valadares afirmou que respeita as solicitações apresentadas pelos vereadores e reconheceu que a apresentação de propostas e requerimentos faz parte das atribuições do Legislativo. Segundo ele, no entanto, a administração municipal possui outras prioridades neste momento.

“Temos compromissos firmados e demandas que estão surgindo que são prioridades. Nesse momento, a gente agradece sugestões, mas nesse momento não está em discussão a criação ou desmembramento.”

Com a declaração, o vice-prefeito deixou claro que, apesar de considerar legítimas as propostas dos parlamentares, a criação de novas secretarias não está entre as prioridades da atual gestão e não há, neste momento, intenção do Executivo de promover essas mudanças.

Crítica ao Governo do Estado

Daniel Valadares também aproveitou a entrevista para fazer críticas à estrutura de cargos do Governo de Pernambuco. Segundo ele, a gestão municipal não adota a prática de criar cargos que considera desnecessários.

“Não é a nossa prática criar cargos para penduricalhos, diferente do Estado, com vários assessores nomeados ganhando salários de R$ 7 mil. Eles trabalham onde? O que eles estão fazendo? No nosso governo não tem isso”, afirmou.

Os requerimentos apresentados na Câmara Municipal tratam, neste momento, da realização de estudos para avaliar a viabilidade das mudanças. A declaração de Daniel Valadares, portanto, representa a posição atual do Executivo municipal de não priorizar a criação ou o desmembramento de secretarias.

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