Toffoli suspende propaganda eleitoral e participação em debates de Renan Santos

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (31) a suspensão da propaganda eleitoral digital da chapa de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, além de restringir a participação do candidato em debates, entrevistas e outros espaços de comunicação.

A decisão ocorre após Toffoli apontar, no fim de semana, a existência de “indícios de ilicitudes” relacionados ao registro da candidatura de Renan Santos e de seu vice, Aroldo Medina. O julgamento que analisaria a regularidade da chapa foi retirado de pauta e deverá ser apreciado posteriormente pela Corte.

Segundo a decisão, a chapa deixou de informar inicialmente ao TSE diversos perfis utilizados na campanha. Posteriormente, em 19 de agosto, foram acrescentadas 18 contas de redes sociais ao processo, 12 dias após o pedido de registro da candidatura, apresentado em 7 de agosto.

Para Toffoli, a omissão poderia ter permitido que os perfis fossem utilizados em campanhas antes do período previsto pelas regras eleitorais, inclusive com a possibilidade de aproveitamento dos sistemas de recomendação das plataformas digitais. Um dos perfis mencionados possui milhões de seguidores.

Além da suspensão da propaganda digital, a decisão impede Renan Santos de receber recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e de participar de debates, entrevistas e outros eventos de comunicação enquanto estiverem vigentes as restrições determinadas pelo ministro.

A medida não representa, neste momento, uma decisão definitiva sobre a validade da candidatura. O registro da chapa ainda será analisado pelo TSE.

Renan Santos tem contestado as acusações e negado qualquer irregularidade. O candidato afirmou anteriormente que os problemas relacionados ao registro das redes sociais já haviam sido solucionados e criticou a decisão de Toffoli.

Nesta segunda-feira, Renan publicou nas redes sociais uma imagem com a palavra “censurado”, sem apresentar, até o momento, uma manifestação detalhada sobre a nova decisão.

O partido Missão marcou uma entrevista coletiva para as 17h desta segunda-feira, quando deverá apresentar sua posição oficial sobre as medidas determinadas pelo ministro.

O episódio abre mais um capítulo de tensão na campanha presidencial de 2026 e coloca a candidatura de Renan Santos sob análise da Justiça Eleitoral justamente no início da disputa oficial.

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