Morre Manoel Jerônimo, importante líder sindical do Pajeú

Histórico líder sindical do Sertão do Pajeú, Manoel Jerônimo Neto morreu aos 92 anos, na Mata Sul do estado. O velório acontecerá na manhã desta quinta-feira (24), na Câmara Municipal de Iguaracy, e o sepultamento está marcado para as 15h, no cemitério local.

Manoel deixa 11 filhos vivos e dois in memoriam, além de netos e bisneta.

História

Manoel Jerônimo nasceu em 1934, em Bom Conselho, no Agreste, filho de Antônia Pereira de Carvalho e Cícero Pereira de Carvalho. Ainda criança, mudou-se para Iguaracy com a família. Jovem, foi obrigado pela pobreza a seguir o caminho do Sudeste, trabalhando no café.
De volta ao Sertão, na década de 60, Manoel casou-se com Iranete Maria dos Santos, com quem teve 13 filhos. Dedicou-se à cultura de subsistência e, nos raros intervalos, cultivava poesia, travando embates poéticos na Rádio Pajeú.

A partir de 1970, aproximou-se da Diocese de Afogados da Ingazeira e se ligou ao movimento sindical, participando da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguaracy.

Sua atuação em defesa dos trabalhadores rurais durante o regime militar o levou a ser arbitrariamente detido, em 1981. No ano seguinte, sofreu um atentado à bala no Centro de Iguaracy. Apesar de ter sido atingido por 3 tiros, sobreviveu sem sequelas.

Em 1983, mudou-se para Ribeirão, na Mata Sul, e passou a trabalhar na Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape) até se aposentar, em 1999.

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