O Porto do Recife comemora, neste mês de outubro, a chegada da maior carga de bobinas de aço já movimentada no terminal portuário nos últimos oito anos de operação do produto. O carregamento, que totalizou 2.257 unidades e correspondeu a mais de 25 mil toneladas, veio do Porto de Santos (SP) embarcado no navio Ekaterina, de bandeira panamenha. Esta foi a maior quantidade de bobinas de aço em um único desembarque em Pernambuco.
“Foram 2.257 bobinas de aço, mais de 25 mil toneladas, o que reforça o posicionamento e a vocação do Porto Recife para movimentar esse tipo de carga de produtos siderúrgicos e, ao mesmo tempo, a pujança da indústria pernambucana, sobretudo a automotiva, móveis e construção civil, que depende desse importante insumo para a produção de diversos materiais e bens de consumo que são produzidos no estado de Pernambuco. Além disso, demonstra a expertise, estrutura e eficiência operacional do Porto do Recife para a movimentação dessa importante carga, que é crescente no porto a cada ano”, destacou Wagner Maciel, diretor-presidente do Porto do Recife.
Segundo a Coordenação de Operações do Porto do Recife, as bobinas de aço movimentadas neste carregamento são fabricadas pela Usiminas, uma das maiores empresas siderúrgicas do Brasil e líder no mercado de aços planos, e atendem a indústrias de diversos estados do Brasil servindo de matéria-prima para os setores como automotivo, de construção civil e metalurgia.
“As bobinas de aço são bastante utilizadas na fabricação de chapas planas, perfis, tubos, fitas e diversas peças metálicas tubulares em linhas de produção contínuas ou de grande escala, como camas e móveis de escritórios, e em outras atividades, como construção civil, na produção de vigas e estrutura metálicas, eletrodomésticos, máquinas e equipamentos, bem como os setores naval e agrícola. É um produto extremamente importante para a indústria em geral”, explicou o coordenador de Operações do Porto do Recife, Divard Oliveira.
Armazenagem – De acordo com o coordenador, o Porto do Recife dispõe de pátios e armazéns para estocagem das bobinas de aço, que são retiradas em caminhões a partir das necessidades das empresas que fazem a importação do produto. No caso do terminal portuário da capital pernambucana, a empresa IPM (Indústria de Produtos Metalúrgicos) responde por 65% da movimentação de bobinas com uma operação anual de cerca de 100 mil toneladas do produto.
Com matriz no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, e filial em Caaporã (PB), a IPM atua em diversos estados do Nordeste gerando cerca de 1.200 empregos diretos. Seu foco está na metalurgia pesada e serralheria industrial, com destaque para a fabricação de estruturas metálicas, produção de peças em aço e corte e processamento de metais.





