Candidatos participam de debate na Band neste domingo (18), a partir das 20h; semana será marcada por atos políticos e novo confronto na TV Globo
Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificam a mobilização de suas campanhas neste domingo (18), último antes do segundo turno das eleições, marcado para o próximo dia 25. Além de atos de apoiadores em diferentes regiões do país, os dois candidatos se enfrentam, a partir das 20h, no debate promovido pela Band, em parceria com o jornal Estadão e as emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
O encontro será o primeiro confronto direto entre os presidenciáveis após incertezas sobre a participação de ambos. Na terça-feira (13), Flávio Bolsonaro anunciou que não compareceria ao debate. Pouco depois, Lula encaminhou um vídeo à Band confirmando presença.
No dia seguinte, o senador voltou atrás e confirmou que participaria do programa. Na ocasião, Flávio afirmou que a mudança de posição fazia parte de uma estratégia para levar o atual presidente a confirmar sua presença no confronto.
Para este domingo, Lula permanecerá em Brasília, onde se prepara para o debate. Flávio Bolsonaro, por sua vez, estará em São Paulo desde o início da manhã, com compromissos voltados à mobilização de apoiadores.
TSE mantém mobilizações previstas para este domingo
As manifestações políticas programadas para o último domingo antes da votação também foram alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral.
O corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou o pedido para proibir preventivamente apresentações artísticas e a utilização de trios elétricos nos atos organizados.
A decisão foi tomada em uma ação apresentada pelo partido Novo contra entidades civis e estudantis responsáveis pela mobilização denominada “Brasil nas Ruas”.
A legenda argumentou que os eventos poderiam funcionar, na prática, como manifestações de campanha em favor de Lula, candidato à reeleição, e caracterizar showmícios, prática sujeita a restrições previstas na legislação eleitoral.
Com a decisão, foram mantidas as condições previamente estabelecidas para a realização das mobilizações.
Agenda dos candidatos na última semana de campanha
A reta final da disputa presidencial será marcada por viagens, atos com apoiadores e debates na televisão. As agendas divulgadas pelas campanhas ainda podem sofrer alterações.
Segunda-feira (19)
Flávio Bolsonaro prevê compromissos em Marabá, no Pará, pela manhã, e em Manaus, no Amazonas, à noite. Lula tem agenda de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Terça-feira (20)
A agenda de Flávio Bolsonaro ainda não está definida. Lula deve visitar São Luís, no Maranhão, além da região de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.
Quarta-feira (21)
Flávio prevê atividades em Fortaleza, no Ceará, no fim da tarde e à noite. Lula tem compromissos em Brasília e Belo Horizonte, incluindo uma sabatina na TV Record.
Quinta-feira (22)
A agenda de Flávio ainda não foi fechada. Lula deve dedicar o dia à preparação para o debate da TV Globo, marcado para sexta-feira.
Sexta-feira (23)
Os dois candidatos voltam a se enfrentar em debate promovido pela TV Globo, no Rio de Janeiro. O encontro será mais uma oportunidade para os presidenciáveis apresentarem propostas e tentarem conquistar os votos dos eleitores indecisos.
Sábado (24)
Na véspera da votação, Flávio Bolsonaro prevê compromissos em Belo Horizonte pela manhã e no Rio de Janeiro à tarde, incluindo carreatas. Lula programa atos de campanha no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Domingo (25)
No dia do segundo turno, Flávio Bolsonaro prevê votar no Rio de Janeiro e acompanhar a apuração em Brasília. Lula deve votar em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e acompanhar a contagem dos votos em São Paulo.
Reta final concentra esforços dos candidatos
Com a votação marcada para o próximo domingo (25), os últimos dias de campanha serão decisivos para a mobilização dos eleitores e a consolidação das estratégias dos dois candidatos.
Os debates televisivos, os atos públicos e as viagens pelo país devem concentrar parte dos esforços das campanhas, que buscam ampliar o apoio popular antes da decisão nas urnas.



