A gestão do prefeito Pedro Alves em Iguaracy completa um ano marcada por forte instabilidade administrativa e crescentes críticas da população. O município oficializou recentemente a nomeação do terceiro secretário de Administração em apenas 12 meses, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelo governo municipal.
Pedro Alves, que possui vínculos políticos com o ex-prefeito Dessoles – outrora opositor do também ex-prefeito Zeinha Torres, que ironicamente o apoiou na última eleição -, enfrenta questionamentos sobre os rumos de sua administração.
Rotatividade no secretariado
A pasta de Administração já foi ocupada pelo vice-prefeito Marquinhos Melo e por Carlinhos Valadares, sobrinho da primeira-dama do município. No último dia 7 de janeiro, assumiu o cargo o advogado Dr. Luiz Henrique, ex-procurador adjunto e considerado braço direito da procuradora municipal Sinara Maranhão.
Outras secretarias também passaram por reformulações. Na Secretaria de Educação e Esportes, Rita de Cássia foi substituída por Ariane Regina. O Controle Interno, antes sob responsabilidade de Lidiane Bezerra, passou para Maria José. Já na Secretaria de Agricultura, Rogério Lins deu lugar a Carlos Antônio.
Concentração familiar de cargos
O que mais chama atenção nas recentes mudanças é o vínculo familiar entre os envolvidos: Maria José é esposa de Rogério Lins e irmã de Carlos Antônio, reforçando a percepção de concentração de postos estratégicos em um mesmo núcleo familiar.
Críticas à festa de janeiro
A programação da tradicional festa de janeiro de 2026 também tem sido alvo de severas críticas por parte da população. Comparações com edições anteriores, tanto na gestão de Zeinha Torres quanto na de Dessoles, revelam insatisfação com os eventos promovidos pela atual administração.
Clima de incerteza
A instabilidade no secretariado reflete as dificuldades que marcam a gestão municipal. Em Iguaracy, o clima é de desconfiança e incerteza, agravado pela centralização das decisões em um grupo restrito. Críticos avaliam que o governo demonstra pouca preocupação com o futuro do município, enquanto a população aguarda medidas mais efetivas para o desenvolvimento local.
A sucessão de mudanças em cargos-chave levanta questionamentos sobre a capacidade de planejamento e execução de políticas públicas consistentes, além de alimentar debates sobre nepotismo e gestão transparente dos recursos municipais.



