“Fiquei em êxtase”, diz jovem pernambucano que tirou nota mil na redação do Enem

Do Diário de Pernambuco

O pernambucano Wellington Ribeiro, de 19 anos, é um dos dois pernambucanos que tiraram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em entrevista  ao Diario de Pernambuco, o rapaz, que pretende fazer direito, contou que o resultado foi descoberto de forma inesperada, após o aviso de uma amiga durante a madrugada desta sexta-feira (16).

“Foi de surpresa. Uma amiga me avisou que a tinha saído as notas por volta de 00h50. Quando eu entrei para ver, eu me assustei. Fiquei em êxtase”, disse.

O tema da redação foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Wellington explicou que utilizou referências literárias, históricas e sociológicas para construir a argumentação.

“Meu repertório foi Clarice Lispector, com o conto ‘Feliz Aniversário’. Eu puxei para o eixo histórico e citei a Lei dos Sexagenários, que excluiu os idosos e citei os idosos escravizados”, afirmou. No segundo parágrafo de desenvolvimento, ele acrescentou outro autor. “No movimento dois, citei o sociólogo Rui Braga.”

Segundo o estudante, a redação foi estruturada seguindo o modelo exigido pelo Enem. “Eu fui fazendo na ordem: introdução, desenvolvimento um, desenvolvimento dois e a conclusão. No final, a redação precisa ter uma solução, uma proposta de intervenção”, explicou.

No dia da prova, Wellington contou que sua estratégia foi observar primeiro o tema da redação. “Eu sempre começo vendo o tema, porque, geralmente é um susto. Esse ano, para mim, foi um alívio”, disse. Em seguida, resolveu a prova de Linguagens e alternou o tempo entre as questões e a escrita do texto. “Eu fui fazendo Linguagens e redação, trocando, e deixei Matemática para depois.”

A preparação para o Enem incluiu cursinhos presenciais no Recife, como o de Fernanda Pessoa. “Eu fiz cursinhos aqui na cidade e a maioria deles foi presencial, porque tenho mais facilidade quando a aula está acontecendo na minha frente”, afirmou. Na reta final, a rotina foi intensificada. “Quanto mais a prova chegava perto, mais eu escrevia. No último mês, eu fazia pré-prova e escrevia duas redações por semana. Então, é difícil, porque escrever texto não é fácil”, contou.

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