Armamento da Guarda Municipal do Recife divide opiniões entre moradores

O início do armamento da Guarda Civil Municipal do Recife (GCMR) voltou a gerar debate entre a população da capital pernambucana. Desde a última segunda-feira (30), os primeiros 25 agentes passaram a atuar nas ruas com pistolas, em uma medida adotada pela Prefeitura do Recife após mais de um ano de discussões sobre o tema.

De acordo com a gestão municipal, a previsão é que, até o segundo semestre deste ano, outras nove turmas com 25 guardas sejam formadas, totalizando 250 agentes habilitados ao uso de armas de fogo. O número representa cerca de 15% do efetivo total da corporação.

Com a novidade já em prática, opiniões da população seguem divididas. Em reportagem realizada pelo Diário de Pernambuco no Centro do Recife, moradores e trabalhadores da região demonstraram tanto expectativas positivas quanto preocupações em relação à medida.

A atendente Ariel Lins, de 27 anos, que trabalha no Recife Antigo, demonstrou cautela ao comentar o tema. Segundo ela, ainda há dúvidas sobre a forma de atuação dos agentes armados.

“Eu acho que depende muito da configuração dos guardas. A gente não sabe como eles vão reagir também em caso de assalto, porque já tem a polícia com esse papel. Vivemos um momento de insegurança e, às vezes, não vemos muito patrulhamento. Recebo isso ainda com muitos questionamentos”, afirmou.

Já a supervisora de operações Wives Lorena, de 32 anos, vê a iniciativa com bons olhos, mas destaca a necessidade de maior controle e transparência nas ações.

“Tem a parte positiva e a parte negativa. Acredito que precisa ter um monitoramento maior dos guardas, como câmeras nas fardas, para acompanhar como essas armas serão utilizadas. Na prática, pode ser essencial, mas é importante fiscalizar, acompanhar os números e mostrar à população os resultados dessa implementação”, pontuou.

Por outro lado, há quem veja a medida como um reforço importante na segurança pública. A trabalhadora Solange Alves, de 51 anos, que atua há mais de uma década no Centro do Recife, comemorou a novidade.

“É uma situação maravilhosa, isso dá mais segurança para a gente. Eu já me sinto segura aqui no Marco Zero e acredito que essa parceria entre policiais civis, PMs e agora a Guarda Municipal só fortalece ainda mais. Fiquei muito feliz com a notícia e espero que seja algo permanente”, destacou.

A iniciativa marca uma mudança significativa na atuação da Guarda Municipal da capital e deve continuar sendo acompanhada de perto pela população e pelas autoridades nos próximos meses.

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