A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Morojó, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes em processos licitatórios e prática de peculato.
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para bloqueio de ativos financeiros dos investigados. Segundo a corporação, as investigações tiveram início em fevereiro de 2025 e apontam para um esquema estruturado que contaria com a participação de servidores públicos, que teriam se aproveitado dos cargos para obtenção de vantagens ilícitas.
A operação recebeu o nome de “Morojó” em referência a um riacho que corta o município de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, uma das cidades onde houve cumprimento de mandados.
As ações também ocorreram nos municípios de Chã de Alegria, Igarassu, Timbaúba, Paulista, Cupira, Vitória de Santo Antão, Recife e Olinda, em Pernambuco, além de João Pessoa, na Paraíba.
A operação está vinculada à Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO). Ao todo, 120 policiais civis participaram da ação, entre delegados, agentes e escrivães.
As investigações contaram com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL), do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e dimensionar os prejuízos causados aos cofres públicos.



