Putin propõe cessar-fogo na Ucrânia durante celebrações do Dia da Vitória

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs um cessar-fogo temporário na guerra contra a Ucrânia para o próximo dia 9 de maio, data em que o país celebra o Dia da Vitória, marco da vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o assessor diplomático Yuri Ushakov, a proposta foi discutida em conversa telefônica realizada nesta quarta-feira (29) entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Ushakov, Trump teria apoiado a iniciativa, classificando o gesto como uma forma de celebrar uma “vitória comum” histórica.

Putin declarou estar preparado para suspender temporariamente as hostilidades durante as comemorações, que tradicionalmente incluem grandes desfiles militares na Praça Vermelha, em Moscou, além de eventos em diversas cidades russas. As celebrações costumam exibir armamentos de última geração, como tanques, aviões de combate e mísseis balísticos intercontinentais.

Neste ano, no entanto, as festividades devem ocorrer de forma mais restrita por questões de segurança, diante da ameaça de ataques ucranianos. Desde 2023, a Ucrânia passou a celebrar a vitória sobre o nazismo em 8 de maio, alinhando-se ao calendário adotado por países ocidentais.

União Europeia amplia apoio à Ucrânia

Enquanto a proposta de cessar-fogo surge no cenário diplomático, a União Europeia aprovou recentemente um pacote de empréstimos estimado em 90 bilhões de euros para apoiar a Ucrânia nos próximos dois anos. O objetivo é reforçar tanto a economia quanto a capacidade militar do país, fortemente impactados pelo conflito.

Além do apoio financeiro, o bloco europeu também anunciou uma nova rodada de sanções contra a Rússia, em resposta à continuidade da guerra, que já entra em seu quinto ano.

A aprovação do pacote ocorreu após a retomada do fluxo de petróleo russo para a Eslováquia por meio do oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, classificou a retomada como uma “boa notícia”.

Apesar das sanções e da oposição de grande parte dos países europeus à importação de energia russa, nações como Hungria e a própria Eslováquia ainda dependem significativamente do fornecimento energético da Rússia.

O cenário evidencia a complexidade geopolítica do conflito, que envolve interesses econômicos, militares e diplomáticos, enquanto iniciativas como o cessar-fogo temporário indicam possíveis tentativas de reduzir, ainda que momentaneamente, as tensões no campo de batalha.

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