Com mais de 16 anos de atraso, Transnordestina acelera ritmo das obras e avança na execução

Após quase duas décadas de obras marcadas por paralisações e sucessivos adiamentos, a Ferrovia Transnordestina registrou um marco importante em sua construção ao alcançar o maior ritmo diário de montagem desde o início do projeto.

No último domingo (7), as equipes responsáveis pela obra concluíram 1,69 quilômetro de ferrovia em apenas um dia, durante a instalação de 3,36 quilômetros de trilhos no Lote 5, localizado em Quixeramobim, no Ceará.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, mais de 100 quilômetros da ferrovia já foram concluídos dentro de uma malha prevista de 1.206 quilômetros. Atualmente, a primeira fase do empreendimento apresenta cerca de 81% de execução, com previsão de conclusão para 2027.

Considerada a maior obra linear em andamento no Brasil, a Transnordestina já recebeu R$ 9,8 bilhões em investimentos de um orçamento estimado em R$ 15 bilhões. Em março deste ano, o Governo Federal aprovou um aporte adicional de R$ 152,4 milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal financiador da ferrovia.

Até o momento, mais de R$ 6,6 bilhões do fundo já foram destinados ao projeto. Para o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a expectativa é manter o ritmo acelerado das obras para transformar a ferrovia em um importante vetor de desenvolvimento econômico para o Nordeste.

Quando concluída, a Transnordestina ligará Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará, passando por 53 municípios. O objetivo é ampliar a capacidade de escoamento de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minério, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade da região.

Apesar dos avanços recentes, o empreendimento acumula um histórico de atrasos. Inicialmente prevista para ser inaugurada em 2010, a ferrovia sofreu sucessivas interrupções em razão de problemas de financiamento, revisões de traçado e reestruturações do projeto.

O cronograma atual prevê a conclusão do trecho entre Eliseu Martins (PI) e o Porto do Pecém (CE) em 2027. Já o ramal pernambucano, que liga Salgueiro ao Porto de Suape e havia sido retirado do projeto original, foi incorporado ao Novo PAC pelo Governo Federal e tem previsão de conclusão para 2029.

Com o avanço das obras, a expectativa é que a Transnordestina desempenhe um papel estratégico na logística nacional, impulsionando o desenvolvimento econômico e a geração de empregos em diversos estados do Nordeste.

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