Romeu Zema é oficializado como candidato do Novo à Presidência da República

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi oficializado nesta segunda-feira (27) como candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições de 2026. A confirmação ocorreu durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília. Após a homologação da candidatura, Zema concederá entrevista coletiva à imprensa.

Durante o evento, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, destacou a gestão de Zema à frente do Governo de Minas Gerais e afirmou que o ex-governador reúne características como integridade, coragem e competência. Em seu discurso, Ribeiro fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e declarou que, assim como o Novo “enterrou o PT em Minas Gerais”, pretende repetir o feito em nível nacional.

Vice ainda será definido

Apesar da confirmação da candidatura de Zema, o Novo ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na chapa presidencial. A definição deverá ocorrer até o prazo final para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcado para 15 de agosto.

Na última sexta-feira (24), em entrevista à Rádio Guaíba, Zema afirmou que o partido continua dialogando com outras legendas que não possuem candidatura própria ao Palácio do Planalto. Segundo ele, a escolha do vice ficará para um momento posterior.

Entre as possibilidades discutidas está uma eventual aliança com o Podemos. Um dos nomes mencionados por Zema para compor a chapa foi o do empresário mineiro Geraldo Rufino. No entanto, a tendência do Podemos é permanecer neutro na disputa presidencial, cenário que pode levar o Novo a lançar uma chapa formada exclusivamente por integrantes da legenda.

Divergências com o bolsonarismo

Ao longo da pré-campanha, Romeu Zema reiterou diversas vezes que manteria sua candidatura até o fim, descartando qualquer possibilidade de integrar uma chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL), apesar de seu nome ter sido cogitado nos bastidores.

As relações entre Zema e o grupo bolsonarista se desgastaram em maio, após o ex-governador classificar como “imperdoável” e “um tapa na cara” um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, relacionado ao financiamento do filme Dark Horse. As declarações provocaram reações públicas do senador e de integrantes da família Bolsonaro.

O episódio também gerou desconforto dentro do próprio Novo. Diretórios estaduais do Paraná e de Santa Catarina, que mantêm alianças regionais com o PL, criticaram as declarações de Zema. Em junho, a direção catarinense retirou um convite para que ele participasse de um evento da legenda e chegou a afirmar que poderia se posicionar contra sua indicação como candidato à Presidência.

Cenário nas pesquisas

Apesar da oficialização da candidatura, Romeu Zema ainda aparece distante dos primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto.

Levantamento do Instituto Indexa, divulgado em 21 de julho pelo Broadcast Político, aponta o ex-governador com 3% das intenções de voto, empatado numericamente com o ativista Renan Santos (Missão). No mesmo cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 41%, Flávio Bolsonaro registra 30% e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), soma 6%.

Em uma simulação de segundo turno contra Lula, a pesquisa indica 46% para o atual presidente e 32% para Zema, uma diferença de 14 pontos percentuais.

Questionado sobre os números, Zema tem afirmado que não se preocupa com o desempenho neste momento, lembrando que, na eleição para o Governo de Minas Gerais em 2018, passou a figurar entre os favoritos apenas na semana que antecedeu o primeiro turno.

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