Entre peixes, queijos e laranjas: Noruega dribla ultraprocessados americanos durante o Mundial

A Seleção da Noruega decidiu levar parte de sua própria alimentação para a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, com o objetivo de preservar os hábitos alimentares dos jogadores durante a competição.

De acordo com o portal norueguês VG, a delegação preparou uma lista de alimentos que inclui cerca de 300 quilos de peixe vermelho, 116 quilos de queijo marrom, um dos produtos mais tradicionais do país, e aproximadamente 6 mil laranjas, utilizadas para a produção diária de 15 litros de suco fresco.

O planejamento alimentar foi desenvolvido pelos chefs Christian Karlsson, Eirik Tufte e Aron Espeland. Eles serão responsáveis por preparar refeições para mais de 60 pessoas, quatro vezes ao dia, durante todo o mês de junho e, caso a seleção avance na competição, também ao longo de julho.

“Estamos tentando manter a calma e não pedir tudo de uma vez. É difícil dizer exatamente quanto teremos, mas serão pelo menos 300 quilos de peixe vermelho”, afirmou o chef Eirik Tufte ao portal VG.

A Noruega escolheu a Carolina do Norte como base durante a fase de grupos do Mundial. Além da logística de transporte dos alimentos, os chefs também estão preparados para lidar com as altas temperaturas da região, que podem ultrapassar os 35°C e influenciar diretamente o cardápio servido aos atletas.

Um dos principais motivos para a decisão de levar produtos do próprio país está relacionado às diferenças entre os padrões alimentares da Noruega e dos Estados Unidos. Segundo integrantes da comissão, há preocupação com os aditivos químicos permitidos pela indústria alimentícia americana. Na Noruega, a alimentação costuma ser baseada em ingredientes mais frescos e menos processados.

A questão da alimentação saudável tem sido amplamente debatida nos Estados Unidos, país que enfrenta elevados índices de obesidade. Especialistas apontam que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, fast food, refrigerantes e produtos industrializados ricos em açúcar, gordura e sódio contribui para o problema. O cenário também acende um alerta em outros países, como o Brasil, onde o consumo desses produtos vem crescendo e substituindo, gradativamente, refeições tradicionais preparadas com alimentos naturais.

Com foco na saúde, desempenho físico e recuperação dos atletas, a Noruega aposta que a manutenção de sua rotina alimentar poderá ser um diferencial dentro e fora dos gramados durante a Copa do Mundo de 2026.

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