O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas de um jantar com correspondentes da Casa Branca na noite deste sábado (25), após relatos de disparos nas proximidades do evento, realizado em um hotel em Washington.
De acordo com informações iniciais divulgadas pela CNN, um homem de 30 anos, natural da Califórnia, foi detido pelas autoridades e permanece sob custódia. O próprio Trump confirmou a prisão do suspeito e informou que deverá conceder entrevista coletiva.
Segundo o jornalista Wolf Blitzer, da CNN Internacional, o atirador não chegou a invadir o salão principal, efetuando os disparos do lado de fora do hotel Hilton, onde ocorria o tradicional jantar. Equipes táticas foram rapidamente mobilizadas, posicionando-se no local antes de retirarem o presidente em segurança.
A área foi isolada pela polícia, enquanto helicópteros sobrevoavam a região. A imprensa americana informou que Trump não se feriu. Posteriormente, o Serviço Secreto dos Estados Unidos confirmou que o presidente e a primeira-dama estavam em segurança.
Durante a ação, um agente do Serviço Secreto chegou a ser atingido, mas o disparo acertou seu equipamento de proteção, evitando ferimentos graves.
O salão foi evacuado às pressas, segundo relatos de jornalistas presentes. Integrantes do governo, como o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, e o secretário de Estado, Marco Rubio, também deixaram o local por medida de segurança.
O episódio gerou confusão entre os participantes, que relataram momentos de tensão. O médico e apresentador Mehmet Oz afirmou que foi possível ouvir disparos durante o evento.
Organizado pela Associação de Correspondentes da Casa Branca, o jantar é um dos principais encontros político-midiáticos dos Estados Unidos, reunindo jornalistas, autoridades e representantes do setor econômico. Realizado anualmente no fim de abril, o evento também tem caráter beneficente, arrecadando recursos para bolsas de estudo e premiações.
O incidente ocorre em meio a um cenário de tensão entre Trump e a imprensa. Desde que retornou ao poder, o presidente tem intensificado críticas aos veículos de comunicação e ampliado a influência de aliados no setor midiático.




