Aécio Neves (PSDB) ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em 40 anos. O ex-governador e atual deputado federal tentou retornar ao Senado nas eleições deste domingo (4), em Minas Gerais, mas terminou a disputa em sétimo lugar, com 836.595 votos, o equivalente a 4,08% dos votos válidos.
As duas vagas de Minas Gerais no Senado foram conquistadas por Domingos Sávio (PL), que recebeu 4.968.829 votos, e Marília Campos (PT), com 3.990.864 votos. Carlos Viana (PSD), com 3.583.487 votos, terminou na terceira colocação.
Aécio havia anunciado inicialmente que não disputaria nenhum cargo nas eleições de 2026. Na ocasião, chegou a ser cotado para uma candidatura à Presidência da República, mas afirmou que pretendia concentrar sua atuação na liderança do PSDB. No fim de agosto, porém, anunciou sua candidatura ao Senado por Minas Gerais, a poucas semanas da votação.
Durante a campanha, Aécio integrou o palanque de Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais. Kalil terminou a disputa em quinto lugar, em uma eleição vencida por Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Quatro décadas na política
Nascido em Belo Horizonte, Aécio Neves, de 66 anos, é filho do ex-deputado Aécio Ferreira da Cunha e neto do ex-presidente Tancredo Neves. Sua trajetória política começou em 1987, quando assumiu o primeiro mandato como deputado federal e participou da Assembleia Nacional Constituinte.
Aécio foi deputado federal por quatro legislaturas consecutivas, entre 1987 e 2002. Em 2001, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, cargo que exerceu até dezembro de 2002, quando renunciou ao mandato para assumir o governo de Minas Gerais.
Eleito governador em 2002 e reeleito em 2006, Aécio comandou Minas Gerais entre 2003 e 2010. Em 2010, deixou o governo para disputar uma vaga no Senado, sendo eleito para um mandato que começou em 2011 e terminou em 2019.
Após deixar o Senado, Aécio retornou à Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado federal em 2018, para o mandato iniciado em 2019, e reeleito em 2022, permanecendo no cargo até o fim da atual legislatura.
Em 2014, Aécio também disputou a Presidência da República pelo PSDB. Ele chegou ao segundo turno contra Dilma Rousseff (PT), mas acabou derrotado na votação final.
Com o resultado das eleições de 2026, Aécio encerra, pelo menos no âmbito de mandatos eletivos, uma trajetória de quatro décadas ininterruptas na política institucional. A partir de 2027, pela primeira vez desde sua entrada na vida pública, não ocupará um cargo eletivo.



