Irã ameaça atacar cidadãos americanos e israelenses em pontos turísticos de outros países

Do G1

O Reino Unido decidiu nesta sexta-feira (20) autorizar o uso de bases militares britânicas em operações na guerra no Oriente Médio. E o governo do Irã ameaçou atacar cidadãos americanos e israelenses em pontos turísticos de outros países.

Israel disse ter atacado nesta sexta-feira (20) mais de 100 alvos no Irã e anunciou a morte de um alto integrante da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã. Do outro lado, o contra-ataque iraniano está se tornando mais duro. A Guarda Revolucionária afirmou que a produção de mísseis continua. 

Em Israel, moradores de Jerusalém correram para abrigos depois que sirenes avisaram de um novo ataque. Vinte segundos depois, fragmentos de um míssil iraniano caíram na Cidade Velha de Jerusalém, uma área que reúne locais sagrados para cristãos, judeus e muçulmanos. Um médico disse que se deitou no chão e viu o projétil caindo. 

No Líbano, sob bombardeios, famílias tentam manter uma tradição. O Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, foi celebrado mesmo diante da guerra. 

“Apesar da destruição, saímos para celebrar com as crianças. Tentamos viver o Eid mesmo assim”, conta um morador.

Em várias partes do Oriente Médio, os muçulmanos festejaram a data. Em Jerusalém, a celebração teve uma ausência histórica: pela primeira vez desde 1967, a Mesquita de Al-Aqsa foi fechada durante o Eid al-Fitr. O local, sagrado para muçulmanos e judeus, fica em um dos pontos mais sensíveis do conflito na região.Israel decidiu fechar o complexo alegando razões de segurança. Impedidos de entrar, fiéis rezaram nas ruas. 

Em uma mensagem para o Ano Novo persa, lida na rede estatal de TV, o novo líder supremo do Irã pediu união aos países muçulmanos e disse não querer criar divisões com os países vizinhos. 

O governo iraniano executou por enforcamento três jovens presos durante os protestos contra o regime em janeiro. Um deles era um atleta de 19 anos que começava a se destacar na luta livre. 

O Irã também subiu o tom contra o Ocidente. O novo líder supremo afirmou que locais turísticos frequentados por americanos e israelenses podem se tornar alvos em várias partes do mundo. O Pentágono anunciou o envio de mais 2,5 mil militares a bordo de três navios para a região. 

Na rede social dele, o presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar a Otan por não participar da operação militar. Chamou o grupo de “tigre de papel” e os aliados de “covardes”.

Na noite de ontem (20), Donald Trump fez outra postagem em uma rede social. O presidente americano diz que já pensa em reduzir a operação militar no Oriente Médio porque, segundo ele, já está perto de atingir os objetivos de dizimar o poderio militar e nuclear do Irã.

Trump disse também que a segurança no Estreito de Ormuz deve ser feita pelos países que usam a região – e não pelos Estados Unidos. Ele acrescentou que isso será fácil para esses países depois que a ameaça do Irã for erradicada. 

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