Crise do lixo em Olinda expõe fragilidade da gestão municipal, enquanto vereadora Eugênia Lima mobiliza população por investigação

A crise na coleta de lixo em Olinda tem se agravado desde 2025 e revela não apenas falhas operacionais, mas também problemas de gestão que colocam a administração municipal sob forte questionamento. Em meio ao cenário de acúmulo de resíduos, especialmente nas áreas periféricas, a atuação da vereadora Eugênia Lima surge como uma das principais iniciativas de enfrentamento ao problema.

A situação ganhou repercussão nacional durante o Carnaval de Olinda de 2026, quando imagens de foliões tropeçando em lixo e agremiações desfilando entre montanhas de resíduos evidenciaram o colapso do serviço. O episódio escancarou a precariedade da coleta e reforçou críticas à condução da política de limpeza urbana pela prefeitura.

Diante desse cenário, Eugênia Lima iniciou uma campanha de coleta de assinaturas para viabilizar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal. O objetivo é investigar contratos, execução dos serviços e a aplicação dos recursos públicos destinados à coleta e tratamento de resíduos sólidos.

A parlamentar, que é a única representante de oposição na Casa, decidiu recorrer diretamente à população. A meta é reunir duas mil assinaturas de moradores de Olinda. Para isso, ela tem distribuído panfletos informativos com QR Code que direciona para um formulário digital, onde os cidadãos podem não apenas apoiar a CPI, mas também enviar registros dos pontos críticos de acúmulo de lixo nos bairros.

Enquanto isso, os números levantados pela própria parlamentar reforçam as críticas à gestão municipal. Segundo Eugênia Lima, a prefeitura, comandada pela prefeita Mirella Almeida, havia previsto um gasto de R$ 35,4 milhões com a coleta de lixo em 2025. No entanto, atrasos nos pagamentos ao longo do ano geraram pendências que se estenderam para 2026, contribuindo para a descontinuidade e precarização do serviço.

A situação já havia acendido um alerta institucional. Em agosto de 2025, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco apontou uma dívida superior a R$ 2 milhões da Prefeitura de Olinda com a empresa responsável pelo tratamento de resíduos, a Central de Tratamento de Resíduos Ltda (CTR Candeias).

O conjunto de problemas evidencia um cenário de desorganização administrativa e levanta dúvidas sobre a capacidade da gestão municipal em garantir um serviço essencial à população. Em contraste, a mobilização liderada por Eugênia Lima amplia o debate público e pressiona por transparência, colocando nas mãos da sociedade a possibilidade de avançar com uma investigação formal sobre um dos problemas mais urgentes da cidade.

Assine a CPI do Lixo no link abaixo e ajude a investigar o porquê de Olinda não ter coleta seletiva: assine aqui

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