A defesa do influenciador e deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) afirmou que a investigação sobre suspeita de extorsão apresenta “graves irregularidades e evidentes nulidades”. A prisão preventiva do político foi decretada nesta quinta-feira (29), pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Em nota divulgada nesta sexta-feira (30), nas redes sociais do advogado Weryd Simões, a defesa questionou a existência de elementos probatórios considerados idôneos para fundamentar a investigação. Os advogados também afirmaram que Emerson Freitas tem buscado colaborar com as autoridades policiais.
Segundo a nota, o influenciador compareceu espontaneamente, no dia 15 de outubro, ao Grupo de Operações Especiais de Pernambuco (GOE-PE), mesmo sem ter sido intimado. Na ocasião, ele teria se colocado à disposição para prestar esclarecimentos e solicitado acesso integral ao inquérito policial.
A defesa informou ainda que requereu acesso ao procedimento perante a 36ª Promotoria de Justiça e solicitou habilitação nos autos judiciais, que tramitam sob segredo de justiça.
O advogado Weryd Simões anunciou a realização de uma entrevista coletiva com a imprensa às 10h desta sexta-feira (30), com o objetivo de apresentar mais detalhes sobre o caso.
Investigação anterior envolve falsa identidade policial
No início de 2026, Emerson Freitas tornou-se réu em um processo por suspeita de se passar por policial militar para aplicar um golpe contra uma mulher vítima de violência doméstica.
O caso foi revelado pela Marco Zero Conteúdo. Segundo a publicação, o influenciador teria se apresentado à mulher como “sargento Emerson”, vinculado à Casa Civil, além de afirmar ser homem de confiança da governadora Raquel Lyra (PSD) e da vice-governadora Priscila Krause.
Durante as investigações, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) realizou buscas no endereço do acusado. Na operação, foram apreendidos materiais como munições de uso restrito, um distintivo policial e um gorro da Polícia Militar, além de outros itens.
Ex-assessora parlamentar também teve prisão decretada
Além de Emerson Freitas, o TJPE decretou a prisão preventiva de Rizelly da Silva Santos, ex-secretária parlamentar do gabinete do deputado estadual Alberto Feitosa (PL). Ela foi exonerada da função em 2021.
Rizelly também exerceu o cargo de assistente parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Sua exoneração definitiva da Casa foi formalizada em 2023, por determinação da presidência do Legislativo estadual.
Polícia Civil ainda não confirmou cumprimento dos mandados
A reportagem do Diario de Pernambuco procurou a Polícia Civil de Pernambuco para saber se os mandados de prisão preventiva já haviam sido cumpridos, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
Até o momento, as informações disponíveis não confirmam o cumprimento das ordens judiciais. A defesa de Emerson Freitas, por sua vez, contesta a regularidade da investigação e questiona os elementos que fundamentaram o procedimento.
O caso segue sob investigação, e as alegações apresentadas pela defesa deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.



