O vereador usou suas redes sociais para informar sua indignação pelo ocorrido
A educadora Jasdenir Cavalcanti, mãe do vereador Mateus Cavalcanti, foi exonerada do cargo de diretora da Escola Estadual Dom Adelmo, em Pesqueira, em uma decisão que gerou indignação e acusações de perseguição política por parte do parlamentar.
Jasdenir é servidora concursada do Estado de Pernambuco desde a década de 1990 e possui mais de 40 anos de carreira dedicados à educação, sendo mais de 30 anos exclusivamente na Secretaria de Educação do Governo Estadual. Durante sua trajetória, exerceu funções de gestão em diversas escolas, tanto da rede estadual quanto municipal de Pesqueira.
Resultados acima da média
Para assumir a direção da Escola Estadual Dom Adelmo, a educadora passou por processo seletivo e obteve o melhor resultado entre os concorrentes. Durante um ano e seis meses à frente da instituição, a escola registrou elevação significativa nos índices do IDEPE (Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco), com percentuais superiores às expectativas da própria Secretaria de Educação.
Segundo informações do vereador, sua mãe nunca respondeu a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) nem recebeu reclamações da Gerência Regional de Educação (GRE) durante todo o período em que esteve no cargo.
Denúncia de perseguição política
Indignado com a exoneração, o vereador Mateus Cavalcanti utilizou suas redes sociais para questionar os critérios da decisão. “Política rasteira e perseguidora, é isso que queremos para o Estado de Pernambuco?”, questionou o parlamentar.
Em sua manifestação, Mateus Cavalcanti criticou o que considera uma sobreposição de interesses partidários à competência profissional. “Sua exoneração só demonstra que a política partidária está muito acima de uma gestão com eficiência e eficácia”, declarou o vereador, sugerindo que a medida teria motivação política, e não técnica.
Coincidentemente, a exoneração saiu após o vereador publicar uma foto com João Campos na prefeitura do Recife. O caso reacende o debate sobre a interferência política na gestão educacional e levanta questionamentos sobre os critérios utilizados para a escolha e permanência de gestores escolares no estado de Pernambuco.



