Deputado invade sessão, troca ameaças com vereador e provoca tumulto na Câmara do Recife

Um episódio de tensão marcou a sessão ordinária da Câmara de Vereadores do Recife nesta terça-feira (14). O deputado estadual Romero Albuquerque protagonizou um bate-boca acalorado com o vereador Eduardo Moura, com direito a troca de ameaças em pleno plenário.

De acordo com relatos, o deputado entrou na Casa Legislativa alegando ao presidente da mesa, Zé Neto, que apenas iria cumprimentar colegas parlamentares. No momento da entrada, Eduardo Moura fazia um discurso abordando temas como perseguição à imprensa e à democracia.

Ao perceber a presença do deputado, o vereador reagiu imediatamente, afirmando que Romero Albuquerque havia enviado mensagens com tom de ameaça anteriormente. “Peço que o deputado esteja aqui na casa porque o senhor mandou mensagem pra mim hoje como ameaça velada”, declarou.

A situação rapidamente escalou quando o deputado elevou o tom de voz e exigiu respeito ao ambiente legislativo. A discussão evoluiu para um confronto verbal mais intenso, com provocações diretas. Em um dos momentos mais tensos, Romero Albuquerque desafiou o vereador: “Vamos aqui fora. Vai correr, é?”. Eduardo Moura respondeu afirmando que compreendia a postura e o “jogo” político do deputado.

O episódio gerou constrangimento entre os presentes e interrompeu momentaneamente o andamento da sessão, sendo considerado por parlamentares e observadores como mais uma cena lamentável no cenário político.

Pode um político entrar em outra casa legislativa sem convite?
De forma geral, as casas legislativas são espaços públicos institucionais, o que permite o acesso de cidadãos, autoridades e outros políticos, desde que respeitadas as normas internas de segurança e funcionamento.

No entanto, o acesso ao plenário — especialmente durante sessões — costuma ser mais restrito. A entrada de pessoas que não são parlamentares da casa pode depender de autorização da mesa diretora, convite formal ou regras específicas do regimento interno.

Ou seja, embora não seja proibido em todos os casos, a presença de um agente político externo no plenário durante uma sessão, sem aviso prévio ou autorização, pode ser considerada inadequada e gerar questionamentos institucionais, como ocorreu nesse episódio.

Ver posts semelhantes