MPPE investiga supostas irregularidades em seleção da UPE e aponta possível favorecimento em polo de Tabira

O Ministério Público de Pernambuco instaurou um Procedimento Administrativo para apurar possíveis irregularidades em um processo seletivo simplificado conduzido pela Universidade de Pernambuco. A seleção, regida pelo Edital DED/UPE nº 12/2025, tinha como objetivo contratar Assistentes à Docência para o programa Universidade Aberta do Brasil, vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

A investigação, registrada sob o nº 02782.000.968/2025, foi motivada por uma denúncia apresentada por um candidato identificado pelas iniciais P J S, classificado em primeiro lugar para o Polo Tabira. Segundo o relato, a coordenação local teria se recusado a encaminhar o formulário necessário para sua designação, alegando ausência de demanda por profissionais, sem apresentar documentação que comprovasse a justificativa.

De acordo com o MPPE, os indícios apontam que a coordenação do polo pode ter atuado de forma “discricionária e pessoal”. Há ainda relatos de um possível histórico de preterição de candidatos aprovados em detrimento de concorrentes com classificação inferior.

O órgão ministerial destaca que, caso confirmadas, as condutas ferem princípios constitucionais da administração pública, como legalidade, impessoalidade e moralidade.

A decisão de converter a denúncia em Procedimento Administrativo formal foi assinada pelo promotor de Justiça Maxwell Anderson de Lucena Vignoli. A medida foi adotada após a ausência de uma resposta conclusiva por parte da Reitoria da UPE aos ofícios anteriormente encaminhados pela Promotoria.

O caso segue em apuração. Até o momento, a universidade não apresentou posicionamento público detalhado sobre as irregularidades apontadas.

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