O dia 13 de agosto carrega um significado especial na história política de Pernambuco. Em duas décadas diferentes, a mesma data marcou a morte de duas das principais lideranças políticas do Estado: Miguel Arraes, em 2005, e seu neto, Eduardo Campos, em 2014.
Eduardo Campos morreu em 13 de agosto de 2014, aos 49 anos, em um acidente aéreo ocorrido em Santos, no litoral de São Paulo. Naquele momento, Campos era candidato à Presidência da República e estava em plena campanha eleitoral.
Neto de Miguel Arraes, Eduardo construiu sua trajetória política sob forte influência do avô. Ao longo da carreira, ocupou diferentes cargos públicos até chegar ao Governo de Pernambuco, em 2007. Quatro anos depois, foi reeleito para comandar o Estado.
A morte de Eduardo interrompeu uma trajetória política que vinha ganhando projeção nacional e deixou uma marca profunda na política pernambucana.
Exatamente nove anos antes, em 13 de agosto de 2005, Pernambuco também havia perdido Miguel Arraes. Aos 88 anos, o ex-governador morreu no Recife, encerrando uma trajetória de décadas na vida pública.
Uma das figuras mais importantes da política pernambucana e brasileira, Arraes governou Pernambuco por três vezes e também exerceu mandato de deputado federal. Sua trajetória foi marcada por uma forte identificação com pautas sociais e por uma expressiva influência política no Estado.
A coincidência das datas transformou o 13 de agosto em um dia simbólico para a política pernambucana. De um lado, a memória de Miguel Arraes, uma das maiores lideranças políticas do século XX em Pernambuco. Do outro, Eduardo Campos, seu neto e herdeiro político, que construiu uma trajetória própria e alcançou projeção nacional.
Duas gerações da mesma família, separadas por nove anos, passaram a compartilhar não apenas laços familiares e uma história política, mas também a mesma data de despedida.
Em Pernambuco, o 13 de agosto permanece, assim, como uma data de memória e reflexão sobre o legado deixado por Arraes e Eduardo Campos e sobre a influência que ambos exerceram na história política do Estado.



