Em debate, Ivan Moraes critica política de incentivos fiscais à iniciativa privada e defende mudança na relação do Estado com empresas

Durante o debate promovido pela Rádio Cidade, nesta sexta-feira (11), em Caruaru, o candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes afirmou que pretende adotar uma postura diferente da dos demais candidatos, João Campos e Raquel Lyra, na relação entre o Governo do Estado e a iniciativa privada.

Apesar de afirmar que faria diferente dos dois adversários, Ivan Moraes não detalhou, durante o trecho do debate, propostas específicas de apoio do Governo de Pernambuco à iniciativa privada caso seja eleito.

Ao responder a um questionamento relacionado à falta de mão de obra para o agronegócio no estado, o candidato direcionou sua fala principalmente para a questão salarial dos trabalhadores.

“Vocês têm que pagar melhor ao funcionário para que eles possam ter um rendimento melhor e que vocês possam continuar nessa posição em que vocês ocupam”, afirmou Ivan.

O candidato também criticou a atual política de incentivos concedidos pelo Estado a empresas. Segundo Ivan, o poder público oferece muitas condições para empreendimentos que, em sua avaliação, apresentam poucas contrapartidas para Pernambuco.

Ivan afirmou ainda que o volume de incentivos concedidos teria passado de R$ 2 bilhões para R$ 8 bilhões ao longo de dez anos, enquanto o desemprego continuaria elevado no país.

Ao abordar a reforma tributária, o candidato afirmou que mudanças no sistema tributário deverão limitar esse tipo de política de incentivos e defendeu uma nova estratégia para o desenvolvimento econômico de Pernambuco.

Caso seja eleito, Ivan Moraes afirmou que pretende priorizar investimentos em infraestrutura e formação profissional, além de fortalecer a Secretaria da Fazenda do Estado.

O candidato também disse que pretende estabelecer uma relação de parceria com quem produz, mas criticou o que classificou como benefícios direcionados a grandes empresários e grandes empresas que, segundo ele, não oferecem contrapartidas suficientes ao Estado.

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