Para evitar que um crítico
De idiota me chame
Com julgamento analítico
Não entrarei em certame.
Com minhas limitações
Seguirei com produções
Que falem do que eu gosto
Que comigo se pareçam,
Que regras não obedeçam
Sejam do jogo que aposto.
Com ninguém eu quero briga
Defenderei sempre a paz
E em jogo de intriga
Nunca serei contumaz.
Sem da crítica ser escravo
Não gastarei um centavo
Pra na vida ter destaque
Prefiro o anonimato
Do que ser um caricato
Em julgamento de araque.
Teimosias me são caras
Delas serei aliado
Como “Matuto das Varas”
Eu prefiro ser tratado.
O pódio não me interessa
Pra andar larguei a pressa
“Devagar se vai ao longe”,
até mesmo em poesia.
Quero com sabedoria
Viver no estilo monge.



