Velhice viva – por Ademar Rafael

Nossa escada da velhice

Deve ser como uma rampa

Tendo as cores da estampa

Das roupas da meninice.

Baseada na mesmice 

Dos sonhos alvissareiros,

Puramente verdadeiros

Do período incipiente.

OS ÚLTIMOS DIAS DA GENTE

DEVEM SER COMO OS PRIMEIROS.

 

Não merecemos o tédio

Merecemos o “glamour”

Tendo doses de amor

Como perene remédio.

Não merecemos assédio

Dos vendavais derradeiros.

Podemos ser pioneiros

Sem rótulo de decadente

OS ÚLTIMOS DIAS DA GENTE

DEVEM SER COMO OS PRIMEIROS.

 

Não precisamos provar

Que temos capacidade

E a nossa dignidade

Não vamos negociar.

Queremos participar

Como fiéis conselheiros

E nos melhores roteiros

Queremos estar presente

OS ÚLTIMOS DIAS DA GENTE

DEVEM SER COMO OS PRIMEIROS.

 

Mote retirado de trabalho do poeta Ivanildo Vila Nova.

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