Nossa escada da velhice
Deve ser como uma rampa
Tendo as cores da estampa
Das roupas da meninice.
Baseada na mesmice
Dos sonhos alvissareiros,
Puramente verdadeiros
Do período incipiente.
OS ÚLTIMOS DIAS DA GENTE
DEVEM SER COMO OS PRIMEIROS.
Não merecemos o tédio
Merecemos o “glamour”
Tendo doses de amor
Como perene remédio.
Não merecemos assédio
Dos vendavais derradeiros.
Podemos ser pioneiros
Sem rótulo de decadente
OS ÚLTIMOS DIAS DA GENTE
DEVEM SER COMO OS PRIMEIROS.
Não precisamos provar
Que temos capacidade
E a nossa dignidade
Não vamos negociar.
Queremos participar
Como fiéis conselheiros
E nos melhores roteiros
Queremos estar presente
OS ÚLTIMOS DIAS DA GENTE
DEVEM SER COMO OS PRIMEIROS.
Mote retirado de trabalho do poeta Ivanildo Vila Nova.



