A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB-SP) passou a integrar a lista de possíveis indicados para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta já foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por aliados que defendem o nome da ex-ministra para ocupar uma cadeira na mais alta instância do Judiciário brasileiro. As informações são da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Tebet reúne experiência na área jurídica e na vida pública. É mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), já presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal e também atuou como professora universitária.
Na política nacional, disputou a Presidência da República em 2022 e declarou apoio a Lula no segundo turno, quando o petista enfrentou Jair Bolsonaro (PL). Posteriormente, integrou o governo federal como ministra do Planejamento. Em 2026, concorreu ao Senado por São Paulo, mas não conseguiu conquistar uma das vagas.
Segundo informações atribuídas a aliados de Lula, o presidente pretende indicar pelo menos uma mulher para o STF, embora ainda não tenha definido quem será escolhida. Além de Simone Tebet, outro nome lembrado nas articulações é o da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Daniela Teixeira.
Lula poderá indicar novos ministros para o STF
A composição do Supremo também deverá passar por mudanças nos próximos anos. A primeira vaga mencionada nas articulações surgiu com a saída do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. Outras duas estão previstas em razão das aposentadorias de Luiz Fux, em abril de 2028, e Cármen Lúcia, em 2029.
Além da possibilidade de indicar uma mulher, Lula pretende reapresentar ao Senado Federal o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve sua indicação rejeitada pelos senadores em abril de 2026.
Outro nome que aparece nas articulações é o de Rodrigo Pacheco, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Sua indicação é defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e também conta com apoio de integrantes do Supremo.
As movimentações antecipam as discussões sobre a futura composição do STF e mostram que as próximas indicações presidenciais deverão envolver articulações entre o Palácio do Planalto, o Senado Federal e integrantes do Judiciário.



