Ex-deputado federal foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado
O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem preso nesta segunda-feira (13), estava foragido desde o ano passado.
No dia 11 de setembro do ano passado, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou Ramagem a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado.
Além da prisão, Ramagem também foi condenado a 50 dias-multa no valor de um salário mínimo o dia. O STF também determinou, por maioria, a perda do mandato de deputado federal.
Segundo a Polícia Federal, ele deixou o Brasil por Roraima e entrou na Guiana de carro, de forma clandestina. Segundo a Polícia Federal, ele atravessou a fronteira terrestre entre os dois países e seguiu até Georgetown, capital guianense. De lá, embarcou de avião para os Estados Unidos.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, por volta de 11h (no horário local, às 12h em Brasília) e levado a um centro de detenção na cidade.
Ele foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil.
Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.



