O consumidor brasileiro deve sentir no bolso o aumento no preço de produtos derivados do trigo, como pão e macarrão, ao longo de 2026. O cenário para a próxima safra 2026/27 aponta para uma redução da área plantada no país, aumento dos custos de produção e maior dependência de importações.
De acordo com representantes do setor, o Brasil caminha para ampliar significativamente a compra de trigo no mercado externo, podendo, inclusive, se tornar o maior importador mundial do cereal na próxima safra. A tendência reflete dificuldades enfrentadas pelos produtores nacionais, que lidam com margens mais apertadas e menor atratividade para o cultivo.
Segundo a presidente do Sinditrigo-PR (Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná) e do Moinho Globo, Paloma Venturelli, mudanças no cenário geopolítico global têm impactado diretamente toda a cadeia produtiva. O aumento no preço do petróleo, por exemplo, eleva os custos logísticos e encarece o transporte, fator que repercute no valor final dos produtos.
Outro ponto de pressão é a alta dos fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. O encarecimento desses produtos tem contribuído para o aumento dos custos no campo, desestimulando o plantio e reduzindo a competitividade do trigo nacional frente ao produto importado.
Com menos produção interna e maior dependência do mercado internacional, a tendência é de que os preços ao consumidor sofram reajustes. Especialistas do setor alertam que esse movimento pode afetar diretamente itens básicos da alimentação, ampliando o impacto no custo de vida da população brasileira.



