A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou, nesta sexta-feira (24), a adoção da bandeira tarifária amarela para o mês de maio, o que representa aumento na conta de energia elétrica para os consumidores em todo o país. Esta é a primeira vez em 2026 que há cobrança adicional, após quatro meses consecutivos sob a bandeira verde, sem custos extras.
De acordo com a Aneel, a mudança ocorre devido ao volume de chuvas abaixo da média, fator que compromete o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Com isso, será aplicada uma taxa adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
A decisão acende um alerta para os próximos meses. Especialistas apontam que a possível atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre pode intensificar o cenário de calor e estiagem, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, pressionando ainda mais os custos de geração de energia e aumentando a probabilidade de bandeiras tarifárias mais elevadas ao longo do ano.
Entenda como funciona o sistema de bandeiras
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo sinalizar aos consumidores o custo real da geração de energia no país. Quando as condições são favoráveis, como em períodos de chuvas regulares, a bandeira é verde e não há cobrança adicional. Já em cenários mais críticos, com necessidade de acionamento de usinas termelétricas, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha, com taxas extras.
Entre os fatores que influenciam na definição das bandeiras estão o risco hidrológico e o Preço de Liquidação de Diferenças, indicador que reflete o custo da energia no mercado de curto prazo.
Antes da criação desse sistema, os custos adicionais eram repassados apenas nos reajustes anuais das tarifas, muitas vezes com incidência de juros. Com o modelo atual, os valores são cobrados mensalmente, permitindo maior transparência e previsibilidade para consumidores e distribuidoras.



