A minha mãe neste dia
Rindo, cruzou o umbral
E o silencio sepulcral
Pra matéria é melodia.
Uma laje úmida e fria
Zero de luz natural,
Sem sala e sem quintal
É do corpo a moradia.
Não há grito que a desperte
O seu corpo frio, inerte
Dali nunca sairá.
Mas, seu espírito de luz
Tenho certeza, JESUS
Na paz o receberá.
Permitam-me neste dia das mães replicar este soneto feito na estrada de João Pessoa para Jabitacá, em 19.06.21 data do sepultamento da minha querida mãe.



