Neste domingo apresento um poema sem amarras nos rígidos critérios inseridos na trinca “rima, métrica e oração”.
Com angústias e alegrias
Moldei meus devaneios,
Desenhei muitos arreios
Com doces fantasias.
Fiz mil alegorias
Com os meus medos
Não retive segredos
Sempre os divulguei
Por onde passei
Construí enredos.
Do mundo tirei
Minhas poesias
Todas minhas crias
No mundo soltei.
Nada acumulei
Além da esperança.
Não ver matança
No ódio da guerra
De ver paz na terra
A única aliança.
Eu quero na vida
Que “O justo e perfeito”
Repouse num leito
Em nobre guarida.
Que a mão erguida
Seja pra abraçar
Que o verbo amar
Seja conjugado
E seja consolado
Quem vive a chorar.



