Poema “Livre e solto” – por Ademar Rafael

Neste domingo apresento um poema sem amarras nos rígidos critérios inseridos na trinca “rima, métrica e oração”.

Com angústias e alegrias 

Moldei meus devaneios, 

Desenhei muitos arreios 

Com doces fantasias. 

Fiz mil alegorias

Com os meus medos 

Não retive segredos 

Sempre os divulguei 

Por onde passei

Construí  enredos.

 

Do mundo tirei 

Minhas poesias

Todas minhas crias

No mundo soltei.

Nada acumulei

Além da esperança. 

Não ver matança 

No ódio da guerra 

De ver paz na terra

A única aliança.

 

Eu quero na vida

Que “O justo e perfeito”

Repouse num leito

Em nobre guarida.

Que a mão erguida

Seja pra abraçar 

Que o verbo amar

Seja conjugado 

E seja consolado

Quem vive a chorar.

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