Era outro Luciano
No tempo que ele bebia
Das loucuras que fazia
Na vida do desengano
Dois mil e um foi o ano
Que o triste vício deixou
A lucidez abraçou
Se despediu da bebida
Deu um novo rumo a vida
E muitas dores curou.
Enfrentou dificuldades
Desconfiança de amigos
Procurou novos abrigos
E novas necessidades.
Em Deus encontrou verdades
Para curar sua mente.
De forma resiliente
Deu a vida cara nova
E enterrou numa cova
O antigo dependente.
O antigo viciado
Assumiu as suas culpas
Ao mundo pediu desculpas
E hoje é respeitado
Por muitos é estimado.
Tornou-se bom conselheiro,
Um autêntico companheiro
Sempre pontos a ajudar
Todos que queiram deixar
Esse vício traiçoeiro.
Luciano é um amigo
Que há muitos anos tenho.
Valorizo seu empenho,
Pra não cair no castigo
De voltar ao vício antigo,
Pra ser livre, limpo e puro.
Uma coisa eu asseguro:
“Ele livrou-se da cruz,
Ele hoje é uma luz
Que nos indica o futuro”.



