Polícia Civil investiga no Rio agressão a idoso que usava adesivo do PT

Um idoso identificado como Mauro da Costa denunciou ter sido vítima de uma violenta agressão na porta do prédio onde mora. A Polícia Civil investiga o caso como lesão corporal, enquanto a vítima afirma que o ataque teve motivação política.

Segundo Mauro, ele carregava uma mochila com um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT) quando foi surpreendido por três pessoas, sendo um homem e duas mulheres, que, de acordo com seu relato, gritavam palavras de ordem em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante as agressões.

“Foi uma agressão cruel. Foi de uma brutalidade sem tamanho. Foi uma tentativa de homicídio. Eles iam me matar. Só pararam porque chegou um homem forte e falou: ‘para, para, vocês vão matar o velho’. E, depois, saíram rindo”, declarou a vítima.

O idoso contou que foi imobilizado com um golpe conhecido como “mata-leão” e recebeu diversos socos no rosto. Segundo ele, ao chegar em frente ao edifício onde reside, foi cercado por um homem vestido de terno e duas mulheres, aparentando ter cerca de 30 anos e perfil físico de praticantes de lutas.

Ainda conforme o relato, uma das mulheres o segurou pelo pescoço enquanto o homem desferia os golpes. As agressões teriam durado aproximadamente cinco minutos.

Mauro afirma acreditar que a ação foi premeditada.

“Eles estavam de tocaia, esperando eu chegar em casa. Sabiam onde eu morava. Começaram a me agredir gritando ‘é, Bolsonaro!, é, Bolsonaro!’ e ‘vai morrer, seu petista safado’”, relatou.

A vítima também disse que os agressores faziam ameaças de morte durante o ataque, afirmando frases como “a gente vai te matar agora” e “você já prejudicou muita gente”.

“Fiquei sem ar e continuei apanhando, com chutes e socos. Fui jogado contra o portão. Estou com muita dor nas costas. As marcas estão no meu rosto. Minha boca está toda machucada, até vou ao dentista. Eles iam me matar”, afirmou.

Outro ponto destacado pelo idoso é a conduta do porteiro do prédio. Segundo ele, mesmo presenciando a agressão e ouvindo os pedidos de socorro, o funcionário permaneceu diante do portão sem liberar sua entrada no edifício.

O condomínio possui câmeras de segurança, e as imagens já foram solicitadas pela Polícia Civil, que conduz as investigações. Até o momento, a vítima informou que não teve acesso às gravações.

A Polícia Civil trata o caso, inicialmente, como lesão corporal e deverá utilizar as imagens das câmeras e demais elementos da investigação para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e identificar os responsáveis pelo ataque.

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