Se houver toxicidade
No espaço laboral
Sobra espaço para o mal
Falta para liberdade
O fruto da equidade
Caiu e apodreceu
Erva daninha cresceu
Ficou poluído o ar
NINGUÉM PODE SE CURAR
NO LUGAR QUE ADOECEU.
Um gesto de violência
Na hora que praticado
Deixa o coração marcado
Com marca da prepotência.
É preciso resistência,
Valorização do “eu”
A cicatriz que nasceu
Plástica não vai apagar
NINGUÉM PODE SE CURAR
NO LUGAR QUE ADOECEU.
Existe em vários lugares
Violência disfarçada
Muitas vezes é praticada
Em espaços familiares
Essas práticas seculares
Não descem do apogeu
Quem feriu já esqueceu
Mas é precisa lembrar
NINGUÉM PODE SE CURAR
NO LUGAR QUE ADOECEU.
Estrofes produzidas em mote da poetisa Raniele Mamede.



