Finalizei mais uma cobertura da Expoagro, em Afogados da Ingazeira. E, inevitavelmente, me lembrei da primeira edição da qual participei, em 2017.
De lá para cá, busquei estudar, me informar, me capacitar e, acima de tudo, me profissionalizar. Nesse caminho, tive a oportunidade de realizar coberturas por blogs da cidade, pela Rádio Pajeú, onde permaneci por três anos, e pela Rádio Cidade FM de Tabira. Cada experiência contribuiu para a minha formação e para a construção da minha trajetória.
Aprendi que respeito não se exige. Respeito se conquista com educação, dedicação e profissionalismo.
Também foi uma grande honra poder compartilhar um pouco do que aprendi ao longo desses anos com novos profissionais da comunicação. Assim como tive pessoas que me ensinaram e contribuíram para o meu crescimento, procurei fazer o mesmo, dividindo experiências, orientando e incentivando aqueles que querem aprender, evoluir e construir uma carreira séria na profissão.
Ao longo dos anos, porém, também percebi que a organização do evento ainda deixa a desejar quando o assunto é imprensa. Não basta disponibilizar um “camarim” para os veículos de comunicação. O trabalho da imprensa vai muito além disso.
Nesta edição, por exemplo, vi pessoas credenciadas que sequer fizeram uma pergunta durante as coletivas, que nem sabiam como funcionava uma coletiva de imprensa e que acabavam tumultuando os bastidores apenas para tirar fotos com os artistas. Isso prejudica quem realmente está ali para trabalhar e cumprir seu papel.
É triste perceber que profissionais comprometidos acabam sendo prejudicados pela falta de educação e de profissionalismo de alguns. Essa é uma pauta que venho levantando há anos, e espero que, em algum momento, seja tratada com a seriedade que merece.
Apesar disso, sigo com a consciência tranquila. Em cada edição da Expoagro, procurei entregar o meu melhor para todos os veículos de comunicação pelos quais passei. E foi justamente esse compromisso que abriu portas para cobrir eventos ainda maiores.
Hoje, tenho a certeza de que não podemos limitar nossos sonhos a um único evento ou a uma única cidade. O mundo é muito maior. Quem busca evoluir, estuda, trabalha e faz acontecer.



