Assim decido – por Ademar Rafael

Para evitar que um crítico

De idiota me chame

Com julgamento analítico 

Não entrarei em certame.

Com minhas limitações 

Seguirei com produções 

Que falem do que eu gosto 

Que comigo se pareçam,

Que regras não obedeçam

Sejam do jogo que aposto.

 

Com ninguém eu quero briga

Defenderei sempre a paz

E em jogo de intriga 

Nunca serei contumaz.

Sem da crítica ser escravo

Não gastarei um centavo

Pra na vida ter destaque 

Prefiro o anonimato

Do que ser um caricato 

Em julgamento de araque.

 

Teimosias me são caras

Delas serei aliado 

Como “Matuto das Varas”

Eu prefiro ser tratado.

O pódio não me interessa 

Pra andar larguei a pressa

“Devagar se vai ao longe”,

até mesmo em poesia.

Quero com sabedoria

Viver no estilo monge.

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