Estrofes escritas para o projeto organizado por Amaurilio Sousa na Academia de Letras do Sertão Pernambucano – ALESPE, selecionados e incluídos no livro da IV COLETÂNEA SERTÃO E POESIA.
Nas equipes que o amor é titular
Na partida não jogam mercenários
As regras, juízes e adversários
Por respeito todos querem respeitar
Não existem apelos pelo VAR
Entre as duas torcidas a amizade
Dá guarida a paz e liberdade
E o valor da ética ali vigora
SE O AMOR NÃO ENTRAR EM CAMPO AGORA
QUE SERÁ QUE VAI SER DA HUMANIDADE?
No passado eu pensava ser feliz
Descobri que era tudo de mentira
E seu jeito egoísta e sua ira
Me feriu, marcou fez cicatriz
Com coragem segui e por um triz
Escapei da cruel escravidão
Eu sofro na vida igual o cão
Mas um dia serei recompensado
TEU DESPREZO DEIXOU-ME ABANDONADO
NA SARJETA CRUEL DA SOLIDÃO.
Venceu todos obstáculos
Sem impôs, ganhou respeito
Do monstro do preconceito
Esmagou todos tentáculos
Fez de valas seus pináculos.
Com a água cristalina
Da cultura campesina
Sua fonte funciona
O CORDEL IMPULSIONA
A CULTURA NORDESTINA.
Não existem ingazeiras
Frondosas em suas margens
E são cinza as imagens
Do entorno das cachoeiras
Verdes gramíneas rasteiras
Não compõem a sua flora.
Seu leito é vítima agora
De crimes ambientais
O PAJEÚ NÃO É MAIS
O RIO QUE FOI OUTRORA
Autoria dos motes na ordem: Zé Adalberto > Edionaldo Souza > Rosa Chaves e Maria de Jesus.



