“Interpoética – Besta Fubana”, por Ademar Rafael

Neste domingo apresento um regate histórico sobre um dos primeiros espaços para divulgar a poesia na rede mundial de computadores, “Interpoética – Besta Fubana” e reproduzo estrofes feitas em 2009 e publicadas no referido coletivo poético.

Certa noite, num sonho sem igual
Eu sonhei com a deusa minha musa.
Acordei ao ouvir Zé de Cazuza,
Defendendo a “Corda virtual”.
Que não é uma corda de sisal
Que amarra boi brabo no mourão.
Mas que prende através da emoção.
Sai sorrindo quem nela entra chorando.
Quero César Leal me abraçando.
Pra tornar imortal minha geração.

Pós doutor que acha que a ciência
É a única verdade do universo.
Corrobora como teor de cada verso,
Lá do topo de sua prepotência.
Não enxerga que a divina providência,
Determina quando a morte se apresenta.
E com golpe certeiro ela arrebenta
O vivente que cruza sua estrada.
A marreta da morte é tão pesada
Que a pedreira da vida não aguenta.

O maior arquiteto do agreste,
Detentor de ideias geniais,
Fez de barro as bandas cabaçais,
A orquestra mais bela do nordeste.
Retratou Lampião, cabra da peste,
Transformava brinquedo em arte pura.
Com grandeza ele fez miniatura
De mulher, de homem e de menino.
Demos viva ao Mestre Vitalino
Que com arte enricou nossa cultura.

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