Com inversão de valores
Com vitórias da mentira
No pódio sentado a ira
Bancada por infratores.
Evolução dos horrores
Esmagando a liberdade
E a vil sociedade
Omissa e decadente
Sempre subserviente
Diante à calamidade.
O sepulcro da verdade
Por muitos sendo pisado
E o mundo dominado
Pela força da maldade
E exatamente a metade
Das pessoas aprovando
Batendo palmas gritando
Mesmo sendo dominada
Sem sentir-se escravizada
Por quem está no comando.
Eu me pergunto até quando
Seguiremos sem destino
Vendo o amor cristalino
Cada dia definhando.
Empregador explorando
Sem pena o trabalhador.
Todo “poder sem pudor”
Mantendo o povo oprimido
O qual segue dando ouvido
As ordens do opressor.



