A lógica do avarento
Aplicando todo dia.
Com zero de sentimento
Vendo alguém em agonia.
Negando o direito alheio
E a ganância sendo esteio
Do que estamos construindo.
Aos pobres negando vozes,
Dos humildes sendo algozes.
PARA ONDE ESTAMOS INDO?
Falsificando diplomas
Para ocupar espaços
Dizendo outros idiomas
Falamos sem embaraços.
Jogando ética nas covas.
Ao comprar questões de provas
Altos cargos assumindo.
Com os pares de gravatas
Fazendo negociatas.
PARA ONDE ESTAMOS INDO?
Comprando laudos de quem
Não os merece emitir.
Negando tudo a alguém
Que insiste em nos pedir.
Por total conveniência,
Defendendo com insistência
Alguém que vive mentindo.
Nas ruas gestos e gritos
Defendendo falsos mitos.
PARA ONDE ESTAMOS INDO?
Reduzir os sacrifícios
Dos outros, nem pensar.
Buscando mil artifícios
Para o barômetro burlar.
Nada doando com gosto.
Sonegando cada imposto.
Todo parceiro traindo.
Sempre negando a verdade,
Agindo com crueldade.
PARA ONDE ESTAMOS INDO?
Usando o nome de Deus
Como base de negócio
E dos atos dos ateus
Sendo efetivo sócio.
De maneira consciente
Da pureza de um inocente
Toda hora se servindo.
Explorando os indefesos.
Dos crimes saindo ilesos.
PARA ONDE ESTAMOS INDO?



