Tem cura sim – por Ademar Rafael

Se houver toxicidade 

No espaço laboral

Sobra espaço para o mal

Falta para liberdade

O fruto da equidade 

Caiu e apodreceu

Erva daninha cresceu 

Ficou poluído o ar

NINGUÉM PODE SE CURAR

NO LUGAR QUE ADOECEU.

 

Um gesto de violência 

Na hora que praticado

Deixa o coração marcado

Com marca da prepotência.

É preciso resistência,

Valorização do “eu”

A cicatriz que nasceu

Plástica não vai apagar

NINGUÉM PODE SE CURAR

NO LUGAR QUE ADOECEU.

 

Existe em vários lugares

Violência disfarçada

Muitas vezes é praticada

Em espaços familiares

Essas práticas seculares

Não descem do apogeu

Quem feriu já esqueceu

Mas é precisa lembrar

NINGUÉM PODE SE CURAR

NO LUGAR QUE ADOECEU.

Estrofes produzidas em mote da poetisa Raniele Mamede.

 

 

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