Estudantes da Escola Dom Mota conquistam 1º lugar em feira científica e representarão a região em competição nacional em São Paulo

Dois estudantes da Escola Dom Mota ganharam destaque em uma feira científica ao apresentarem um projeto inovador voltado para o enfrentamento da escassez de água no semiárido.

Pedro Paulo, de 13 anos, e Arthur Gomes, de 14 anos, alunos do Ensino Fundamental II, desenvolveram um hidrogel biodegradável que obteve a maior pontuação geral do evento, que reuniu cerca de 30 projetos científicos. O trabalho foi orientado pelos professores Gislene Lourenço e Leonardo Neto.

Embora a feira também tenha contado com a participação de escolas do Ensino Médio, os estudantes do Dom Mota concorreram em uma categoria específica para o Ensino Fundamental. Ainda assim, o projeto dos jovens alcançou a maior pontuação entre todos os trabalhos apresentados, tornando-se um dos grandes destaques do evento.

O projeto consiste no desenvolvimento de um hidrogel biodegradável produzido a partir de ingredientes naturais, como palma, farinha de mandioca, farinha de trigo, água, água de arroz, vinagre, casca de cebola, mel e sal.

A proposta foi criada para ajudar a enfrentar um dos maiores desafios do semiárido: a escassez de água. O hidrogel tem a capacidade de absorver e armazenar água durante as chuvas ou quando o solo é irrigado, liberando-a gradualmente à medida que o solo seca. Além disso, o material fornece diferentes nutrientes às plantas, contribuindo para a manutenção da umidade do solo por mais tempo e favorecendo o desenvolvimento das culturas agrícolas.

Após o destaque conquistado na feira, a coordenação do evento recomendou que o projeto fosse inscrito na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), realizada em São Paulo. No entanto, a participação dos estudantes ainda depende da aprovação no processo seletivo da competição, o que significa que a ida à etapa nacional ainda não está confirmada.

O desempenho de Pedro Paulo e Arthur Gomes reforça a importância do incentivo à pesquisa científica desde os primeiros anos da educação básica e evidencia o potencial dos jovens pesquisadores da Escola Dom Mota na busca por soluções sustentáveis para os desafios enfrentados pela região semiárida.

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