Trump revela detalhes da “Operação Martillo de Medianoche” que capturou o líder venezuelano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3 de janeiro de 2026) a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar de grande escala realizada na madrugada em território venezuelano.
A Operação
Trump descreveu a ação militar como uma das operações mais impressionantes já realizadas pelos Estados Unidos, afirmando que “nenhuma nação poderia ter conseguido o que os Estados Unidos lograram”.
Em entrevista coletiva realizada em Mar-a-Lago, Flórida, Trump detalhou que “a captura durou 47 segundos”, ressaltando a precisão e eficiência das forças especiais americanas. O presidente relatou ter acompanhado a operação em tempo real, observando forças de elite rompendo portas de aço e extraindo os alvos em questão de segundos.
A operação, denominada “Martillo de Medianoche” (Martelo da Meia-Noite), foi executada pela Forca Delta do Exército dos EUA, a principal unidade antiterrorista das Forças Armadas americanas.
Detalhes da Captura
Segundo Trump, Maduro foi capturado enquanto tentava se proteger em um bunker fortificado. “Ele estava em uma fortaleza muito protegida. Tinha portas blindadas e um quarto secreto. Estava tentando entrar mas não chegou a se meter”, revelou o presidente americano.
A operação ocorreu na escuridão, com as luzes de Caracas apagadas, e as forças venezuelanas foram rapidamente neutralizadas. Trump enfatizou que não houve baixas americanas, embora alguns soldados tenham ficado feridos e um helicóptero tenha sido atingido durante a ação.
Contexto da Ação Militar
A operação ocorreu após uma escalada de tensões entre Washington e Caracas. Maduro foi acusado em 2020 nos Estados Unidos por corrupção, tráfico de drogas e outros crimes, com a acusação apresentada no Distrito Sul de Nova York.
Washington declarou como grupo terrorista o Cartel de Los Soles, uma rede de narcotraficantes que, segundo o governo Trump, é comandada pelo próprio Maduro, aumentando a recompensa por sua captura para US$ 50 milhões.
Nos últimos meses, os EUA intensificaram sua presença militar no Caribe através da operação “Southern Spear” (Lança do Sul), com cerca de 12 mil militares e uma dúzia de navios na região.
Próximos Passos
Maduro está sendo transportado para o Aeroporto Internacional Stewart de Nova York, localizado no Vale do Hudson, cerca de 60 milhas ao norte de Manhattan. Espera-se que seja apresentado ao tribunal federal no Distrito Sul de Nova York na próxima semana.
Trump anunciou que os Estados Unidos governarão a Venezuela até que haja uma transição “segura” e “apropriada”, e que empresas petrolíferas americanas retornarão ao país para investir na infraestrutura energética.
Reações Internacionais
A ação militar gerou diversas reações na comunidade internacional:
- Oposição Venezuelana: A líder opositora María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2025, pediu que o ex-candidato opositor Edmundo González Urrutia “assuma de imediato seu mandato constitucional” como presidente venezuelano.
- União Europeia: A UE expressou preocupação e pediu que sejam respeitados os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas, defendendo uma transição pacífica.
- ONU: O secretário-geral António Guterres declarou estar “profundamente alarmado” pela ação militar, afirmando que tem “implicações preocupantes para a região” e constitui “um perigoso precedente”.
- Colômbia: O presidente Gustavo Petro ordenou a mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela, classificando as ações de Washington como uma “agressão à soberania” da América Latina.
Situação na Venezuela
A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez exigiu “prova de vida imediata” de Maduro e da primeira-dama, segundo reportes oficiais do regime. Rodríguez, que seria a próxima na linha de sucessão, teria fugido para a Rússia, de acordo com fontes da Reuters.
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, anunciou um despliegue de forças militares em todo o país e convocou um “frente unido de resistência”.



