Flávio Bolsonaro participa de sabatina na Globo e chama atenção por “cola” escrita na mão

O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, foi o quinto presidenciável a participar da série de entrevistas promovida pela TV Globo. A sabatina aconteceu na noite desta sexta-feira (28), conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, e abordou temas como o caso Banco Master, o filme Dark Horse, os atos de 8 de janeiro, as urnas eletrônicas e a relação do candidato com o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Logo no início da entrevista, Flávio foi questionado sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e a relação de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, com o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas durante a entrevista, o projeto recebeu R$ 61 milhões do então banqueiro. Flávio defendeu o financiamento privado e afirmou não haver irregularidade na operação. 

O candidato também afirmou que sua relação com Vorcaro esteve relacionada ao filme e sustentou que não houve utilização de recursos públicos na produção. A questão do Banco Master se tornou um dos principais pontos da entrevista, diante das perguntas sobre a proximidade entre o empresário e o entorno do ex-presidente. 

A “cola” na mão

Outro detalhe que chamou a atenção durante a sabatina foi a presença de anotações na palma da mão esquerda de Flávio Bolsonaro. Escritas em caneta azul, três expressões podiam ser identificadas: “Mudança”, “Futuro” e “7/set”

O recurso remete diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que utilizou estratégia semelhante durante entrevistas em campanhas anteriores. No Jornal Nacional de 2022, Bolsonaro escreveu na mão palavras como “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e “Dario Messer”. Em 2018, também havia recorrido às anotações, com termos como “Deus”, “família” e “Brasil”. 

A repetição do gesto acabou se tornando um dos elementos mais comentados da participação de Flávio na sabatina, especialmente por reproduzir uma estratégia de comunicação já associada à imagem política de seu pai.

Além do episódio da “cola”, Flávio afirmou durante a entrevista que pretende respeitar o processo eleitoral e o resultado das eleições, embora tenha sido questionado especificamente sobre se aceitaria o resultado em caso de derrota. O candidato também voltou a defender anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro e negou envolvimento em qualquer tentativa de golpe. 

Ver posts semelhantes