O ministro Kassio Nunes Marques assume nesta segunda-feira a presidência do Tribunal Superior Eleitoral e enviou convites a todos os 594 parlamentares do Congresso Nacional, sem distinção partidária, além dos ex-presidentes da República vivos. Entre os convidados estão Jair Bolsonaro e Fernando Collor, ambos atualmente em prisão domiciliar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve comparecer à cerimônia.
O cerimonial do TSE também encaminhou convites aos 81 senadores e aos 513 deputados federais, seguindo o protocolo tradicional da Corte Eleitoral. O momento amplia os holofotes sobre Kassio Nunes Marques, que foi sorteado recentemente como relator de um pedido da defesa de Bolsonaro para anular sua condenação no Supremo Tribunal Federal.
Indicado ao STF em 2020 por Bolsonaro, Kassio teve sua relação com o ex-presidente destacada à época da nomeação. Em 2023, quando o TSE decidiu tornar Bolsonaro inelegível até 2030, o magistrado esteve entre os dois votos contrários à condenação.
No cenário político do Rio de Janeiro, aliados do Partido Liberal articulam uma estratégia para associar o prefeito carioca Eduardo Paes ao presidente Lula. Paes, filiado ao Partido Social Democrático, lidera pesquisas para o governo fluminense, e integrantes do bolsonarismo avaliam que a ligação com Lula pode desgastar sua imagem no estado considerado berço político de Bolsonaro.
O Rio de Janeiro foi um dos principais redutos eleitorais do ex-presidente nas eleições de 2018 e 2022. Segundo aliados bolsonaristas, o objetivo é “colocar Paes no colo do Lula” durante a campanha estadual.
Já em Minas Gerais, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, se reuniu com o senador Rodrigo Pacheco para discutir o palanque de Lula no estado. Pacheco ainda não confirmou candidatura ao governo mineiro, mas afirmou que deve definir seu futuro político até o fim deste mês.
Interlocutores do senador afirmam que ele aguardava maior aproximação do PT e defendem uma atuação mais direta do presidente Lula para convencê-lo a disputar o governo estadual. Segundo aliados, “Lula tem que se mexer”.
No Congresso, parlamentares da base governista também demonstraram insatisfação com o relatório do deputado Arnaldo Jardim sobre o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Uma ala do governo considera o texto “genérico” e prepara emendas.
Os críticos avaliam que a definição proposta para minerais estratégicos é ampla demais e pode incluir atividades de mineração fora do escopo original do projeto, como a comercialização de minério de ferro.
Em meio às discussões políticas, o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, fez declarações contundentes sobre a situação do país.
“Cheguei à conclusão de que o Brasil está sem rumo, sem destino, sem norte. Estamos indo para uma situação de colapso em várias áreas. Tem que se rebelar”, afirmou o ministro.



