Quero usar como amparo
A luta de Luiz Gama
Para quem ficou na lama
Aqui exigo reparo.
Com toda força declaro:
“A história me enganou,
a mentira propagou.”
Por isto tem que pagar
MEU VERSO VAI COSTURAR
O QUE O RACISMO RASGOU.
Quem na senzala morada
Foi por cortiço ou favela
E a vida seguiu bela
Para quem o explorava.
A “legião” segue escrava
Pra ela pouco mudou
Quem no passado explorou
Continua a explorar
MEU VERSO VAI COSTURAR
O QUE O RACISMO RASGOU.
Com a linha do respeito
E a máquina da razão
Farei a reparação
Do erro do preconceito
Injustiça não aceito.
Contra ela sempre estou
Pela equidade vou
Diuturnamente lutar
MEU VERSO VAI COSTURAR
O QUE O RACISMO RASGOU.
Estrofes feitas em mote de poetisa membro de grupo coletivo.



