Uma luta diária – por Ademar Rafael

Quero usar como amparo

A luta de Luiz Gama

Para quem ficou na lama

Aqui exigo reparo.

Com toda força declaro:

“A história me enganou,

a mentira propagou.”

Por isto tem que pagar

MEU VERSO VAI COSTURAR

O QUE O RACISMO RASGOU.

 

Quem na senzala morada

Foi por cortiço ou favela

E a vida seguiu bela

Para quem o explorava.

A “legião” segue escrava

Pra ela pouco mudou

Quem no passado explorou

Continua a explorar

MEU VERSO VAI COSTURAR

O QUE O RACISMO RASGOU.

 

Com a linha do respeito

E a máquina da razão

Farei a reparação

Do erro do preconceito

Injustiça não aceito.

Contra ela sempre estou

Pela equidade vou

Diuturnamente lutar

MEU VERSO VAI COSTURAR

O QUE O RACISMO RASGOU.

 

Estrofes feitas em mote de poetisa membro de grupo coletivo.

 

 

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